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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Análise de um fotógrafo ou de uma foto do século XX.


A história da fotografia nos permite observar que os primeiros anos do novo invento se deteve em registrar o mundo, as pessoas e as situações, como uma cópia física do real, a fotografia era encarada como o retrato da realidade do jeito que ela se apresentava.

Só depois dos primeiros 50 anos e com o advento de muitas transformações em todas as áreas do conhecimento é que se começou a ver a fotografia como uma linguagem e também a se discutir a sua estética e o seu papel nas artes.

As vanguardas de 1930 abalaram o mundo das idéias e das artes trazendo grandes contribuições e também se instalando definitivamente no meio das artes.

O pictorialismo veio como um jeito de fazer a fotografia retratar a realidade através do conhecimento da pintura, contemplando as cenas da nossa vida como quadros bucólicos.

O primeiro movimento que tenta tratar a fotografia como arte, o Photo Secession ( Alfred Stieglitz) começa nos EUA e é de natureza pictorialista no inicío, depois avança e possibilita a interação entre os fotógrafos de diversas partes do mundo - mesmo porquê essa natureza pictorialista não combinava muito com o momento de construção em que vivia a sociedade americana-através de feiras, revistas, e outros meios de comunicação, o espaço para a discussão da fotografia e a sua linguagem.

O mundo pré-guerra ferve e as transformações sociais, políticas e econômicas funcionam como um fio condutor para as discussões artísticas.

O homem se conhecendo e se voltando para o individuo, a descoberta do eu na psicanálise a teoria da relatividade e a teoria do átomo, assim como todas as vanguardas que surgem como movimentos de discussão das problemáticas sociais, das artes, literatura e todas as áreas da ciência.

Os anos de 1910 a 1930 as vanguardas vêem para discutir os alicerces da sociedade, questiona tudo e propõe novas maneiras de se olhar o mundo, a fotografia caminha junto com as elas, tendo esse espaço sido fundamental para a construção de uma linguagem e de uma estética fotográfica.

Primeiro temos o futurismo( Marey) que pressupõe que tudo se move, tudo está em permanente movimento e defendem a fotografia com uma linguagem própria e não como simples reprodução da realidade.

O dadaísmo(Rauol Hausmann)vem no pós 1 Guerra e propõe uma nova filosofia de vida, uma nova concepção do mundo, ele não se limitava as artes mais tinha como intenção uma revolução em todos os âmbitos, o dadaísmo provoca e questiona e usa diversos materiais diferentes para compor seus trabalho, surge a fotomontagem através dela eles questionavam o papel do artista e a importância de transformar a realidade, sua linha de atuação era o improviso a busca do novo.

Depois temos a Bauhaus ( Moholy-Nagy) que queria construir através da experimentação utilizando novos materiais e procurando novas formas, novos ângulos, outro olhar, começa-se a pensar nas funções da imagem.

O surrealismo vem um pouco depois também dentro do contexto sócio-político da época criado em 1924 por André Breton, ele critica a realidade assim como o dadaísmo só que de forma diferente; propõe novas formas de representar o mundo junto com a psicanálise e o marxismo, o surrealismo acredita nessa interpretação do sujeito ( o lado psíquico e a realidade social), questiona a sociedade burguesa e acredita que podemos transformar realidade, inserindo a questão do duplo ( dualismo) e em como devemos trabalhar esse dois lados em equilíbrio.

O que podemos perceber nas vanguardas é sua intenção de questionar e trazer a tona novas possibilidades, o pictorialismo como contemplação estática da realidade, a bauhas procurando a forma e o dadaísmo questionando tudo de forma panfletária.

Todos esses movimentos vão influenciar o fotojornalismo e ele vem primeiro com a intenção de retratar os acontecimentos sociais, políticos nos primeiros anos de forma estática apenas como registro, depois com Salomon temos a idéia do olho indiscreto e de fotografar as pessoas sem que elas percebam, a busca do espontâneo, a criação da life e outras revistas e jornais vão avançar no trabalho do fotojornalismo. Não iremos aqui entrar em detalhes apenas estamos no situando para pode falar da fotógrafa escolhida para o trabalho.

Estes movimentos contribuíram para a formação de uma linguagem fotográfica e também para uma discussão estética da fotografia, sempre buscando saber qual é a intencionalidade da foto? O que queremos com a fotografia e qual é o seu papel na sociedade e nas artes.

O Farm Securyty Administration – FSA programa criado nos EUA no governo Roosevelt em 1930, com a intenção de registrar a vida dos americanos e que acabou se tornando um trabalho muito interessante e contribuindo para o conhecimento da fotografia social, este trabalho contou com a participação de muitos fotógrafos e pode fazer registros importantes dos EUA, assim como também contribui para o estabelecimento da fotografia social e a sua importância para as outras áreas da fotografia, inclusive para o fotojornalismo.

Olhar a sociedade e retratar tendo o que dizer e o que mostrar tendo um objetivo uma intencionalidade.

O programa foi editado pelo governo americano que só mostrou as fotografias que interessavam para o governo, mesmo assim ele foi de grande importância para o desenvolvimento de fotografia.

Escolho a fotógrafa Dorothea Lange que em 1935 entrou no na FSA- Farm Security Administration com a intenção de fotografar as pessoas nas zonas rurais e os trabalhadores imigrantes, com a sua foto da mãe imigrante ( Califórnia 1936), pela sua intencionalidade em mostrar a realidade destas pessoas, suas condições de vida e suas dificuldades sem perder o outro lado, isto é, fotografar essas pessoas com todas as dificuldades sem deixar de mostrar o seu orgulho, suas esperanças e suas possibilidades

Mostrando as pessoas em sua realidade com todas as suas dificuldades sem perder o espírito de luta e vontade de mudar sua vida, sem perder a esperança, e deixando transparecer através da fotografia a força e a solidariedade das pessoas.

Escolhi está foto da Mãe Imigrantes em especial porquê acredito na fotografia social, penso que podemos ter um trabalho que contribua para o reconhecimento do imaginário de nossa sociedade através da fotografia e portanto a fotografia pode contribuir efetivamente para a transformação da realidade.

Vivemos um momento de vazio nas vanguardas e é como se tudo já tivesse sido feito ou experimentado, então me pergunto se não devemos inverter o foco e procurar olhar de outro ângulo, diante de tanto conhecimento acumulado nos perdemos em procurar o novo, o criativo, quando devemos nos preocupar em usar o que temos de um jeito diferente, que nos traga resultados e não apenas choque.

A fotografia social deve procurar levar conhecimento através da imagem da nossa realidade, da nossa cultura, da história de vida do nosso povo, temos tantas realidades diferentes dentro do Brasil, e que não conhecemos e que muitas vezes o preconceito com determinadas regiões no país atrapalha e nos impede de olhar esta cultura de uma forma aberta e sem resquícios preconceituosos.

Acredito que o povo brasileiro é trabalhador, alegre, criativo e hábil em improvisar diante das dificuldades da nossa realidade e que estás nuances devem ser mostradas e discutidas através da fotografia como uma das muitas possibilidades de se mudar a realidade e romper barreiras na busca de uma sociedade mais justa, que possibilite melhores condições de vida para a sua população.

Robert Capa dizia que “ Se as fotografias não são suficientemente boas, é porquê não se está suficientemente perto”, e se chegamos perto temos que saber o que estamos vendo, para que nos serve está ou aquela imagem, qual é a intenção de se produzir imagens, dentro da perspectiva de cada realidade,podemos dizer que a globalização e a troca de informações cada vez mais rápidas podem e devem ser utilizadas pelas sociedades sem deixar de lado a sua realidade, sua história e sua cultura.

A produção de imagens pode ter o objetivo de nos mostrar nossa realidade, detalhes do cotidiano, crenças, danças, música e toda e qualquer forma de manifestação social, cultural etc, com um olhar atento e procurando respeitar a diversidade e as diferenças da nossa sociedade, sem querer impor apenas uma maneira de ver as coisas, criando novas possibilidades e contribuindo para a criação de novos imaginários sociais, com as diferenças vamos perdendo a ideia de que exista apenas um modo de ver as coisas, uma única história, o caos é mundo visto do caleidoscópio mágico das diferenças.

Jamile Abdallah

Dez 2005

sábado, 17 de julho de 2010


Sabádo 17 de julho de 2010

Mais sexo menos prozac será uma versão moderna de paz e amor?
Você tem fome de que?
Você tem sede do que?
A gente não quer só comida a gente quer comer a fazer amor?
Ja disse o titãs na década de 90.
E hoje? O que é que queremos?
" Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho do olhar haverá guerra" Bob Marley


sexta-feira, 9 de julho de 2010

Cidade dos Anjos

As pedras próximas a cidade dos anjos com o sol quente da califórnia.
Você ficar lendo tudo que sai na imprensa é de enlouquecer lembrando uma máxima do budismo resolvi olhar para a pedra e ficar em silêncio buscando a iluminação.
Agua Dulce
ROCKS & VASQUEZ
Califórnia EUA Maio de 2010


Escolhas

Eu escolho
um homem
que não duvide
de minha coragem
que não
me acredite
inocente
que tenha
a coragem
de me tratar como
uma mulher.

Anais Nin

domingo, 4 de abril de 2010

Mosaico Alucinado (http://cariua.com/elocubra.htm)

Mosaico Alucinado.

De Que Vale a Vida Sem Mistério.
Sem a Esperança.
Sem Aquele Movimento Intimo Para Alcançar Um Fim:


A Busca.

Somos(ah! as vezes pego-me cometendo o pecadilho),
Irracionalmente Ansiosos
e Contraditoriamente Cautelosos
No Desfecho Dos Acontecimentos.

A Prudência Que Deveria Ser Nossa Companheira Se Torna Sagaz
e Provoca Um Fim Em Algo Que Não Teve Nem Um Começo.
Quando Percebemos, Porque Somos Volúveis-Seres,
(dotados desta coisinha chamada capacidade reflexiva);
Nos Decepcionamos Por Não Ter Aproveitado Melhor o Instante, o Momento, a Vida.

Nos Iludimos Por Querer Ter e Deter,
Coisas Ditadas Por Conceitos Que Nem Nossos São.
Este sim o grande desvario, tratar o Falso como Verdadeiro.

O Fato é Que Esse Menino-Travesso,
Não Aceita Suplica, Rogo ou Oração.
O Tempo é Inexorável.
Creio Que Deva Ser Esta a Lição.
Mas Não Sou Nenhum Exemplo de Perfeição.

Na Realidade....

Procuramos o Amor,
Algo Que Após Quatro Décadas,
Não Tenho a Mínima Idéia Do Que Seja.

Carinho, Afeto, Respeito, Tesão,
Parecem Compo- lo, Então Deve Ser Bom.